terça-feira, 18 de novembro de 2008

Provérbio da Semana

"Quando a esmola é demais...eu agradeço. "

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Carta para mim e talvez para nós.


São Paulo, 15 de Outubro de 2008, 9ºandar.

Bem, escrevo isso na pressa e na espera da minha última hora de trabalho dessa terça feira.

Há tempos não me sinto tão sublime.

Hoje o Sol com seus métodos clichês também me inundou de luz e afinal de contas me fez perceber que eu mudei.

Enfim o projeto do bem-estar se faz presente em mim.

A vontade de escrever subjetividades talvez esteja menor em concordância com a paz de espirito, é bom ter a sensação que os caminhos improváveis da rotina não contarão mais com minha imprudência nas oportunidades que tentarem subverter essa bonanza.

Significativamente não devo isso a ninguém, ou a menos não consigo sentir interferência grande ao ponto de me fazer dar créditos para um rosto ou alma que não sejam os meus ou que tenha hoje como meus.

Me sinto pronto para enfrentar situações que antes não imaginava e para buscar responsabilidades que me faziam falta, mas que não eram percebidas pela folia hedonista de se sentir alheio ao mundo.

Hoje sou forte por saber um pouco mais de quem sou e não precisar de nenhum elixir ou fórmula que prometa felicidade dogmática e padronizada.

Sei do que gosto, dos que gosto - e como gosto! - e do que me faz bem e se por ventura os fatos ou fatores mudarem com os Sóis que me brindarão na contínua dança dos dias continuarei sabendo que posso buscar sempre minha paz por si só, basta esperar a Lua com dedicação que as coisas boas e sinceras surgirão.



Cantarolo com o hoje chato do Gil dizendo que a paz invadiu o meu coração em mais um texto sem objetivo de ser lido.

Apenas mais um tijolo para o império, uma maneira de digerir tudo em prosa para deixar claro que a poesia é presente nos planos, nas aspirações e naquilo que vou construir, seja o mundo duro com quem sonha demais ou uma máquina de transformar em dúvidas as certezas que nós sabemos que temos.

Não se engane, pois nós sabemos que temos!

Malucos são os que se deixam convencer de que nobres sentimentos são mutáveis pela necessidade de um "futuro promissor" instantâneo, quem tem amor pela vida e nela não se entrega tão fácil quanto o pobre humano cheio de moedas.


Por favor eu só peço que viva, que respire o bom ar da liberdade e que veja como ficamos tão lindos sobre a luz que surge quando estamos em paz!
O resto é tudo balela, tática rasteira da oposição para ter mais um rosto triste dentro de seu exército que desencoraja os que ainda preservam a pureza dos sonhos sonhados desde sempre.

Eu posso ser um sonho real, você também pode!

Tornar isso fácil ou não depende só de nós, é cômodo desistir, mas muito mais gostoso acreditar!


Você ainda sonha?

Ainda quer sonhar acordado e dormir bem esperando um real sonho bom?!


Pois bem, então aceite minha companhia nesse nosso mundo que se constrói a cada tijolo suado e acredite, chore (quase nada) , se irrite(se for maneira boba de se sentir vivo), erre (quem não erra?! ), mas acredite!

Não somos do tamanho do nosso sonho como disse o poeta tempos atrás, nós somos simplesmente o que sonhamos...

Eu sonho, abra o olho, fecha um outro bocado, mas sonhe você também!!!

Nem que seja bem acordado, por favor...

Buia! Buia! Buia!

Os textos de quase auto-AUTO-ajuda provavelmente mingüem por aqui,sinto que a liberdade também atingiu meus dedos...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008


Hoje acordei com a impressão de não ser perfeito.

Nunca havia pensado em algo tão óbvio e que nunca prestamos lá muito atenção, ninguém é perfeito e ninguém para para pensar em seus principais defeitos. São coisas que não pesam tanto durante a rotina dos dias e que acabam fazendo com que não prestemos atenção na evolução que devemos sempre buscar.

Tantas cobranças dos outros e de nós mesmos que vestimos sempre a carapuça do super homem ou da super mulher que não admite ter defeito algum.


Chega disso tudo! Por favor vamos em frente que atrás vem sempre gente!


Aceito aqui meus defeitos que garanto ter hoje a noção de que vale muito a pena a aplicação para que possa ao menos domá-los.


Meu top 3 - talvez carregado do defeito da não aceitação dos fatos-:

*1* Sou um ser que por muitos anos cultivou a comodidade, quase como um estilo de vida ser comodista sempre foi uma válvula de escape para não encarar de frente certas situações que me faziam muito mal.
Não se assemelha à covardia , pois sempre pude muito bem enfrentar tais situações sem lamentar depois, mas era uma escolha quase sempre inevitável.

*2* O ciúmes das coisas que tanto gosto também foi meu companheiro constante.
Já devo ter estragado coisas muito importantes para mim por querer cuidar demais. Quero defender com unhas, dentes e coração quem me faz ter momentos que valham a pena.

*3* Não ter planos futuros, ficar ao mar entregue às possibilidades que surgissem sem se preocupar em como conquistá-las.

São defeitos que nunca me incomodaram, mas hoje ainda jovem (nem tanto) me pesam muito.
Quero ser diferente em todos eles e não para ser alguém dentro dos padrões ou para ter muito dinheiro em uma carreira profissional em que ainda nem descobri meu caminho, mas para ser alguém melhor de verdade.

Meu grande desejo hoje além da Lua eterna e de todas as cores do mundo é me conhecer para ter a sincera compreensão das pessoas que gosto e dos rumos que posso ter.


Confirmei que fidelidade realmente tem muito a ver com lealdade, que consigo ter os dois em um sorriso só e que isso não me torna menos livre ou "regrado" como sempre não quis ser.
É apenas isso que me move hoje.



Um desejo, um anseio, uma ansiedade de que tudo corra conforme o planejado, hoje já faço planos, hoje já sonho e não tenho medo de encarar o que tiver para ser um super homem cheio de defeitos , mas carregado da leveza de terminar o dia bem.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Diabolicamente Divino.


Deixei a fogueira das vaidades queimar por querer que o lúdico seja sempre seja o anúncio de um sorriso seu.

Por entender que vale a pena um par de sapatos por mais uma lua no seu
aconchego.

É carinho, é cuidado, é zelo,é chamego !

É tudo que posso plantar dentro dos vasos da vida.
Quadriculados, cheios de areia ou presentes em um prédio grego


Foi tudo conspiração eu sei!
Desceu o Anjinho que chamou o Diabinho e escolheram juntos a diversão.

Ai ai ai que nervoso!
Pra cima de mim anjo ?!
Pra cima de mim?!!!!
Como assim ?!

Meu romantismo se resumia ao papel e era cômodo assim, não precisava pensar em ninguém, os planos eram egoístas, as noites solitariamente acabavam no fechar dos olhos e tudo seguia o fluxo de uma vida de desapego.

Apegado apenas a filosofia rasteira que rege que as experiências boas são
as que vivemos sozinhas em comunhão apenas com as crises de sempre...

Não é mais assim, nem poderia...


Entrei hoje em uma comunidade do famoso site azul de relacionamento que faz paródia com a famosa frase do filme Sexto Sentido: "Eu vejo pessoas idiotas".

Em meio a tantas comunidades não tive como não me sentir companheiro das pessoas que dali fazem parte.
Mesmo não estando em uma fase de rancorzinho com o resto do mundo o que mais consigo enxergar nele são pessoas dessa trupe.

São atitudes idiotas que servem para as minhas maiores precauções e desânimo com os ambientes que frequento.

A principal idiotice é se sentir maior que alguém por algo que só é especial para si mesmo. Ninguém manda em mim por ser chefe de alguma repartição ou por supostamente ter uma hierarquia maior dentro de uma empresa que faz coisas idiotas por exemplo.

Na vida cumprimos papéis que buscamos e que conseguimos dentro de um modelo já estabelecido de ser o que se tem.
E isso talvez sirva para explicar por que tantos vestem a carapuça de uma teórica superioridade.

A maior parte dos modelos que são dados para exemplo são tão tortos que ser descoladinho, bonitinho ou seríssimo já é vantagem encravada no pensamento de milhares que nascem.


Não se sinta menor que seu chefe que perdeu ótimos momentos na vida em troca de uma ou algumas casas e hoje ganha mais que você, ou aquém dos seus sonhos por que outra pessoa te diz que nada é fácil na vida que só se é alguém vencendo uma outra pessoa.


Idiotas existem em todos os cantos e isso não é exclusividade de nosso tempo.
Mas no tempo de hoje em grande parte pela mídia exarcebada sobre as personalidades e não sobre os feitos realizados criamos mais monstrinhos que nunca!

São malandros bancados pelos pais que usam uma gíria aqui e outra acolá sem nunca terem vivido uma realidade diferente da do carpete de casa e que mesmo assim conseguem se enxergar ameaçadores, temos também os populares que crescem cheios de pudores e frustrações na pálida tentativa de agradar a tudo e a todos com suas atitudes premiditadas e artificais, além dos etiquetados , dos julgadores , dos malhados....


Quem você quer ser depende muito mais de quem você não quer ser do que poderás alcançar.

Se encontrar em outra pessoa talvez seja um bom começo...


"A zona do comodismo pode ser muito mais atraente se as opções vistas não correspondem com algo de valor... mas tenta poxa!"

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Pudor,sempre o pudor em frente ao amor.

Você vive, deixa os outros viverem, mas quando tem em sua frente imagens que lhe maltratam o pudor é quase instantânea a vontade de jogar tudo para o lado e gritar ao mundo que você não é o que querem que seja.
Não consigo, mesmo tentando com todos os preceitos que dizem que nada importa quando se tem algo de grande valia em suas mãos.
É difícil acordar e não se sentir especial em dias que dizem que você não é o único no mundo a ter vivido no reino da alegria.
Dói mais que ficar pensando em voltar tudo ao zero e sair novamente pelas calçadas da vida.
Comparamos tudo em dias assim, desde os olhares até os sorrisos, passando vagarosamente pelos gestos vistos e vividos.

E dói novamente.

Medo de estragar um jardim já regado em sonhos e pensamentos e de que -principalmente- tal jardim não seja real.
Assim como Babilônia teve seus jardins suspensos eu tenho cá os meus e garanto que são tão belos quanto, mas não desaparecerão sem que seja por minha vontade.
Não será a ação do tempo ou a interferência alheia que os derrubará.
Se alguém pode detê-los sou eu e mais ninguém.

O único problema é não saber ao certo o que pode fazer com isso aconteça...


"É uma vontade imensa de regar as flores por todo o dia e de mordê-las durante a noite."

sábado, 23 de agosto de 2008

Joca ,o Juca.


E agora Joca?

Acordar amargo, sem vontade de descer escadas nunca foi rotina.

Preferia sempre encarar a vida com um sorriso no rosto e pouca coragem no bolso.

Não tinha ninguém que pudesse lhe encantar.

Nem a moça dos sonhos aparecia mais!

Tudo era monocromático na vida, tudo era egoísmo solidário. Como quem faz favores pra si mesmo.

Achava que se conhecia e que tudo era alegria no reino da magia.

Não soube no início como se equilibrar com novidade boa que vinha de um mundo tão diferente, mas de sintonia tão absurda que lhe roubava pouco a pouco.

Primeiro foi subtraída a razão - que de tão fraca nunca mais se viu -, em seguida vieram a cautela, o juízo e mais aptidões próprias da frieza e do maldito bom senso.

Entretanto o egoísmo tímido e a timidez egoísta teimavam não desaparecer.

Sentia-se mal , mas a fobia social de alguns momentos simplesmente lhe impedia de ser quem achava que era.

Isso irritava de verdade.

Não queria sair de casa nem com ele mesmo e sabia que isso não era a melhor coisa a se fazer.

Por vezes se imaginou sem aquela novidade que não poderia ser passageira. Não deveria ser passageira!

Pensou em gritar novamente, mas talvez não fosse ouvido.

E agora Joca? E agora?

Quem não sabe ser quem é não pode querer ser levado a sério...

“O doce às vezes fica tão amargo...”

domingo, 10 de agosto de 2008

Foco no foco.


Por vezes você para e pensa?!

Ô rapaz tá perdido na vida hein?! Só sombra água, fresca e ainda direto da bica !

Muito bom é descansar e só pensar em fazer as coias boas . Mas sempre existe um elemento nisso tudo que desmente a teoria e faz com que tudo se resuma a vontade fazer prevalecer a preguiça latente.

O que você quiser, será!
Em um estalo isso se põe frente aos seus atos.

Antes de se imaginar um pintor, pinte!
Antes de querer ser um cantor, cante!
Antes de querer sentir, sinta!

''Dedicação vale mais que sonhar, sonhos dedicados então não se podem mensurar... "

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Voa, voa aviãozinho!

Esse fim de semana me fez acreditar muito em dias que o azar comanda as coisas.
Nunca acreditei muito nisso, mas me convenci que deveria estar muito carregado de maus agouros.

Ainda que me restem motivos incontestáveis para permanecer em paz é notório que perder a carteira com todos seus documentos - sim eu ando com as vias originais - , lembranças e cartões com suas respectivas senhas não é nada animador para um fim de semana.

Acordar no domingo com preocupações que renderão contas durante todo o mês
só não é mais desanimador que desperdiçar a manhã para as corridas da Fórmula Um.

Dúvidas monetárias nunca foram bem administradas por mim, mas desgraças financeiras como a desse começo de Agosto provavelmente deixem sequelas um pouco maiores em meus planos de seguir bem em minha faculdade e acumular
minímas economias realizadas.

Tentando sempre ser sublime faço com que isso não interfira em meu dia, já que de qualquer maneira irá me afetar não sofro antecipadamente.

Se for pra sofrer que seja ali na hora do atraso da parcela e não o mês inteiro.

Mas só para deixar claro para todos : "Estou falido, fudido e mal pago!"

E por estar nessa situação não me falem de cerveja, passeios, jantares e vinhos junkies.

Deixem apenas minha lua e os sorrisos de graça como sempre foram, o resto é de sofrer , mas nem tanto ...

Alguém tem dé real aí ?!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Canto da Poeusia Anônima.


Pra tudo tem remédio
Dor dente,

Cotovelo,
Pro cabelo

E até pro tédio.


Chá,

Poção,

Vela,

Caldeirão.


Tudo é arma e escudo no vício da proteção.


Tudo é arma e escudo no vício da proteção.


O cinto,

a faca,

Prudência na estrada,


Grade,
janela,

O número
do camburão

Tudo é sempre arma e escudo no vício da proteção...

Moreira, quem?!


A malandragem virou moda!

Não aquela de fazer tudo com o gingado necessário para os dias e mulheres dificeis, essa ainda é praticada, mas com força cada vez menor diante da distorção de seus principios.


Hoje ser malandro é ser maldoso, é gingar de maneira a ameaçar e não de encantar.
Perco a conta de tantas situações evitáveis e surreais de maldade que já vi nessa breve passagem por este mundão.


Todos, independente do lugar social que ocupem querem ser maus, terem caras más e se preciso praticar a maldade.
Carros importados com um "funk proibidão" tocando no limite do seu som de alguns mil reais, letras que falam do crime organizado e que didaticamente ensinam o dialeto a ser dito naquela balada de 100 reais sem consumação.


Ah se a vida fosse direta em suas palavras com (esterió)tipos assim...

Dizem que o homem nasce bom e que a sociedade é que o corrompe, isso se faz até entendível no caso da periferia.
Não acho que isso deva acontecer, mas não julgo dificuldades que nunca vivi e que acredito jamais viver, me restrinjo apenas a pensar que esse não é o melhor caminho para fugir da duradoura estagnação.

Pois é, os bons tempos de paz amor acabaram, se foram nas figuras dos ídolos do passado, morreram de overdose criando um bichinho que se torna um monstro nos dias de hoje.


Não é um pensamento sobre o crime, mas sobre o glamour que a maldade desfila na tese de ser a melhor defesa de nossas inseguranças...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Joca, o Juca.



Muito tempo atrás Joca brincava de esconde-esconde no escuro, hoje só tem o escuro e nada para esconder.

Também brindava a Lua, chamava a vida de meu bem e sabia ter grandes coisas para se viver.

Tudo era areia em meio ao vento.

Um bocado cego ficava, mas quem não aproveita de momentos assim?!

Refletir sob o som de uma banda qualquer em uma manhã infinita sempre fez parte de seus planos já que se sentir diabolicamente divino foi o viés de sua sempre conturbada vida.

Joca temeu e se perdeu em meio a sua filosofia rasteira que dizia que ser hedonista e usar palavras estranhas aos olhos era maneira fácil de se desprender de absurdos nem tão raros assim.

Joca desistiu de viver pelo simples prazer de assistir tudo de seu velho e fugaz camarote.

Joca aparecerá mais por aqui, mas por enquanto deixa a impressão de que não passa de um bom e velho prego.

Daqueles que não param na areia...

Canto da Poeusia Anônima.


Correr
Como querer o que não se faz mais tão bem
Sonhar com tudo sem saber.
Sonhar.
( faz bem ?! )
Estar em tudo e mesmo sem saber, se aventurar.
Correr atrás do fundo profundo do tempo...

Correr,
Correr,
Sem ter nada, além do outro lado, pra chegar.

Correr,
Correr,
E saber que não se resolve tudo de uma vez .

Que o passo é largo, mas respeita a sua vez...



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domingo, 6 de julho de 2008


Nunca soube fechar minhas portas.


Desde a que permite o sono canino na coberta preferida até a que fica ali levemente encostada convidando a quem se foi fazendo questão de fechá-la.

Rabo comprido!
Diria Dona Rosa em tom de bronca, mas que corte o rabo quem quiser!

Eu não mexo mais com isso não.


Fechar por quê ? Se em um simples toc toc não farei questão alguma de passar o trinco novamente.


Para mim a vida é um livro aberto com os direitos autorais comunitários, vem quem quiser, vai quem quiser e quem for de ficar que fique sempre!


Só não espere serviço de mordomo.
Faça o toc toc ao menos!


Oká, viva sua vida inteira atrás dos grandes trocados que lhe farão feliz e bem-sucedido.

Tenha os melhores vinhos na adega, os carros mais cheios de glamour e imponência, alcance as mulheres alcansáveis com essas cifras, dentre essas escolha uma pela melhor aparência e tenha um ou alguns rebentos.

Pronto, assim já terás uma "família", gente para se preocupar com sua herança e com os cuidados necessários que as posses devem ter em tuas mãos.

Alie tudo isso a ausência para se manter em seu sonhado patamar e a paternidade terá cores diferentes das que deveria ter.

Nesse ponto tudo já estará devidamente encaminhado e o gene da ganância tomará seu lugar, muito provavelmente ditando as regras do jogo.

Os anos de reflexão chegarão armados até os dentes e a possibilidade de um nocaute fulminante é bastante promissora nessa altura do jogo.

Tarde, porque talvez o tal gene antes descrito tenha tornado a perspectiva de vida da "família" muito próxima a sua, torta ao ponto de não mais se recuperar.

Assim as aspas usadas no verbete ganham uma autenticidade assustadora vistas por quem se reconheça ali.

Talvez, talvez...



quarta-feira, 2 de julho de 2008

Vendas bem-vindas...


Estranho se cobrar constantemente por coisas que aparentemente não têm o peso devido em sua vida.

O mundo nos oferece preocupações que por muitas vezes não condizem com os valores que buscamos e que deveriam guiar nossas vidas

Não quero pensar na roupa adequada, no sorriso certeiro ou no caminhar que transmita segurança.

Dias para se pensar em um possível medo, uma angústia de se jogar de cabeça na vida e de fugir dos conceitos kamikazes da reclusão de espírito.

Todos querem ser importantes, terem o respeito integral de todos os olhos possíveis...

Eu mais do que nunca desejo que os olhos estejam fechados para ( e por ) mim e que tornem assim reais as manhãs desapegadas de vaidade que tanto buscava.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Vai saber.


Parem tudo!

Dêem ouvidos ao que se faz querer ouvir!

Reclame, enfrente, faça careta, mas não passe reto!

João não achou graça na piada sem graça da colega de trabalho e perdeu uma sexta feira sem fim.

Mário Augusto se negou a curtir uma vida simples e não consegue nem mais se arrepender .

Fernanda saiu para ver a Lua e nunca mais voltou.

Destinos, destinos e mais destinos...

Todos eles podem ser seus, de uma vez ou aos poucos.

Não desejamos os dois primeiros nem naquela fase deprê de cobertas e curtição de fossa e mesmo com a imprecisão da última alternativa nos forçamos a imaginar “Fernanda” feliz a cantarolar pelo mundo.

Quem faz o dia de amanhã somos nós mesmos.

Se queremos Lua e não lama devemos ficar atentos aos sinais que não param de chegar.

Mais uma da idéia que diz que não se dança de olhos fechados...

domingo, 15 de junho de 2008

Canto da Poeusia anônima.


O passo da vez

Vontade.
Só vontade...

De ser mais mais um que apenas dança,
De ter olhos fechados por instantes infinitos,
De ser mais um dos tolos aflitos
E apenas girar..

Um pra lá, dois pra cá?!
Mas se lá não me agrada?
E se o acolá não diz nada?
Só assim que pode ser?!

De olhos abertos, medindo o afeto em metro quadrado,
Boquiaberto e parado,
Esse é o passo da vez...



www.naodaideia.blogspot.com





quinta-feira, 12 de junho de 2008

Breve longa história.


Uma coisa hoje me deixou abismado com a capacidade de ferir ao outro do homem.

Explico:

Minha rua em breve será transformada em avenida, as obras já começaram e tratores gigantes escavam uma antiga praça. Montes de terra tomaram conta do local, maiores que os próprios tratores.

Da janela e com febre achei o melhor passatempo da tarde admirar o constante vai e vêm dos caminhões e das outras diversas máquinas necessárias para se destruir minha antiga vista.

Já estamos em período de férias escolares, um grande terreno livre e sem fios é um atrativo e tanto para que as pipas tomem conta do céu e da rotina dos meninos da favela próxima.

Favela esta que será “remanejada” por não fazer parte dos planos dos engenheiros da cidade.

O que acontece é que para o azar de nosso personagem central, um menino pequeno com aproximadamente 8 anos, sua pipa foi cortada e lançada aos pés de uma das montanhas de barro que se localizavam no terreno privado responsável pelo início da escavação.

Ao pedir sua pipa de volta foi tratado com imenso desdém de alguém que não pode ser considerado de grande valor. Insultos foram utilizados aos montes, ameaças pelo vão do grande portão também.

Não resisti, fui de encontro ao cachecol de meu pai e da primeira touca que encontrei como se fossem a capa do Super Homem, necessárias para combater o frio e a cena que presenciava.

Algumas palavras trocadas e nada da pipa voltar para seu antigo dono, totalmente desnecessária a atitude de homens que provavelmente tiveram momentos assim em sua infância.

Fim da história que deveria ser breve...

Senti-me quase que na obrigação de comprar outro simples brinquedo.
Essa hora nosso legitimo caçador de pipas deve estar por aí atrás de alguma outra pipa já perdida...

Muitas telhas já foram quebradas em casa devido a essa disputa pelos céus do terreno, mas não entender uma brincadeira de criança e quase matá-la com os olhos é demais para mim.



Na Radiola: Zabomba - Soltando os pés na areia.

Chique clichê?


Oh! Dia dos namoradinhos, namorados e namoradões!

Pensemos então nos solteiros.

Não nos que tem isso como convicção e que ousam dizer se tratar de estilo de vida, mas naqueles que ainda acreditam que a metadezinha da maça também está a esperar.

- Que vire um abacaxi depois, mas que mantenha a mesma doçura. –

Disse Platão certa vez abatido por um de seus amores Platônicos: “Só pelo amor o homem se realiza plenamente.”

E filosofando junto podemos dizer que por mais óbvia que afirmação soe para os românticos de plantão – ou de Platão, por que não?! – é bem difícil discordar disso.

Oká, também é possível dançar sem par, mas sem perder o compasso é o que eu quero ver...

A intenção real de escrever sobre amor, paixão e tudo que possa pegar carona nesses sentimentos é de apenas dizer que não existe quem não busque coisas absurdamente
especiais, que não as alimente de maneira especial e por vezes até mesmo estranha perante os olhos incrédulos dos cavalheiros da Galantaria.

Sonhos de amor intenso e eterno todos têm, alguns em demasia se apaixonam quase 365 dias por ano e desprezam que o termo amor não deva ser assim tão banalizado.

Outros dizem que o amor próprio é o verdadeiro e único amor e que assim que devemos ser felizes.

Cada um cada um, convicções são coisas que devem ser respeitadas.

É.

Respeito acima de tudo.

Respeito sempre...

Mas como tem nêgo mentiroso nesse mundão hein!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Parando, pensando, regando...




Pensando cá com meus doces botões disléxicos:

Um sorriso, um olhar concentrado em alguém que se transforma em careta para se esvair na timidez momentânea, um perdido aqui e outro acolá, fugir, encontrar, deixar livre, se permitir sonhar.

Tudo, tudo mesmo é definido pelas vontades que aceitamos e pelas que deixamos ali adormecidas esperando a melhor parte do sonho para quem sabe se tornarem reais...

O problema é tirar do lado mundano a poesia que já lhe falta. Pensar que tudo deve ser careta e que a poesia se faz em ficar ali parado olhando tudo acontecer.

Preferir pensar e deixar tudo a critério das vontades do mundo pode ser divertido, escrever sobre isso pode ser divertido, mas nada é mais divertido que dar chances a sua vontade, ser menos teórico por vezes e arriscar mais.

Verdadeiras sensações não se mostram tão rotineiramente ao ponto de serem desprezadas pelo cinza do dia ou pela pressa de se chegar em casa...


Como já dizia minha linda cuca:

“Para se ter as flores que se quer e que se vê,
é preciso regá-las, sejam reais ou de crochê "


Na Radiola: Móveis Coloniais de Acaju - Menina Moça.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

SadoMasô?!


Maranhão? Sri Lanka? Recife? Cabo Verde? Saturno? Logo ali? Paris?


Com qual lugar destes sonhar? Para qual destes rumar?

O mundo não é tão pequeno para tornar essa escolha fácil e suas voltas parecem ter sempre o mesmo destino, o mesmo lugar...

Mas e aí? Parem o mundo que eu quero descer?!

Não!Se descer nem subo mais!

Meu mundo tem um pouco de quase tudo que poderia querer e reclamar sem fazer nada é leviano demais para alguém que tenta dispensar os pudores em busca de uma real condição de existência.

Real no quesito de dar a cara à tapa mesmo!

Por que na vida – e que me perdoem Vinicius e os demais poetinhas – um tapinha não dói.

Liricando.


Fórmula 1.

Leio as noticias no jornal, são iguais
Faço um chá para nós dois, você se foi
Mas hoje me deu uma sensação, um sentimento de grandeza, uma vontade de dizer,
voe, voe, voe querida,
voe, voe, voe meu bem,
que eu te buscarei no meu carro de formula 1,
em qualquer país
Mas hoje me deu uma sensação, um sentimento de grandeza, uma vontade de dizer,
voe, voe, voe querida,
voe, voe, voe meu bem,
que eu te buscarei no meu carro de formula 1

E a gente se encontra
lá pelas nuvens
em forma de serpente
na casa de Deus

Mula Manca e a Fabulosa Figura.

Vídeos Buia !

video

Cada frase dessa música tem um sentido gritante....

terça-feira, 27 de maio de 2008

A Fábula Incompleta dos 3 atos ( Sarau de bamba)



Balalaica que a outra tá cara,
pinga pura pra matar a cigarra,
que dona formiga ja nao güenta mais!

chamou a joana em confusão com a maria,
decidiu que hoje era seu dia,
e que a grilagem vai ficar pra trás.

pois sexta-feira sua cabeça quer folga,
há muito tempo tal som não lhe empolga
e a cigarrete é que vai ter que pagar!

(eis que a formiga se torna agressiva...)

Corda, cordinha fora da viola
mais uma noite num colchão sem mola
e sem luau pra sua vida cantar,

e tá perdida a mocinha da história,
sem rima, sem riso e glória
mas sua volta ainda quer celebrar

pega espinho pra fazer de tarracha
fruta pequena que nem sempre se encaixa
chama Joaninha pedindo uma asa pro sarau recomeçar


( pânico, suspense, medo... )


Vem formiga com cara de brava,
não vem sozinha, traz logo a lagarta
que é boa de briga e adora um agarra!


Mas mais que briga adora uma farra;
não resiste, apoia a algarraza e diz que o luau tá ficando é bom!
e se Dona Formiga quiser, que cante junto ou escolha o velho edredom!


quantas formigas chatas hoje em dia, não?


segunda-feira, 26 de maio de 2008

Papaiz


Ficar em paz pode ser muito trabalhoso.
Aprendi na marra que isso requer boa dose de autruísmo e de uma certa valentia covarde.

Ser covarde às vezes é ser valente, e isso não é tão complicado quanto possa parecer...


Um grande amigo de Caçapava uma vez me disse que ser flexível não é ser fraco, mas é ser forte consigo mesmo.

Confesso que ainda não atingi esse pensamento na prática para com os outros, mas comigo surpreendentemente já consigo perceber, pode parecer "bicho grilo" todo esse papo que mais parece um dos novos de auto ajuda, mas ser tolerante e saber o que quer sempre independente de onde estiver é a coisa mais poética e "headbanger" que já consegui até o momento.


Transformando tudo em frases faça você mesmo:

- Dance a vida sempre!

- Não confuda o que pode ser com o que foi ou com o que está sendo.

- Acredite naquilo que você pensa ver em um certo olhar que lhe apeteça.
- Calma constante só alimenta a alma.

- Auto ajuda dos outros não vale nada. Nem existe....


Na Radiola - > Mombojó - Deixe-se Acreditar.
http://br.youtube.com/watch?v=ZF_IdFcWW7k

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Jovens senhores. Senhores jovens.


Hoje vi nas ruas próximas a faculdade um tipo que muito chamou minha atenção.

Explico os motivos:

Homem que aparentava ter seus 50 e poucos aninhos apesar da forma não tão depreciativa que os anos trazem, ostentava um visual mais andrógeno que a maioria dos moderninhos de plantão conseguem.

Tudo era muito ali, desde os óculos laranja , passando pela camisa milimetricamente dobrada de modo a mostrar o cartoon desenhado no braço até chegar ao nike astronauta que poderia muito bem ser batizado de “Nike Ortopé Revolutions “ .

Dentro de uma vida distraída confesso que a figura me chamou atenção e me fez pensar no que as pessoas pensam....

Espero ser um velho bem bacanão, antenadinho até eu ousaria dizer, mas até que ponto a juventude de alma ou ser intelectual se resume ao que se veste realmente não consegui definir.

Só consigo saber que tudo isso me causa uma estranheza bem grande, seja ela causada pelo ar intelectualóide de alguns jovenzinhos ou pelo frescor colorido buscado por alguns senhores.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Aguardem...

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Tudo fundido por aqui.


Sem tempo para parar e pensar.


Divertido era divagar vagarosamente por todo o dia filosofando rasteiramente sobre meninas, futuro ou culinária tcheca.


Na verdade nada mudou, talvez a simpatia dos personagens tenha feito fumaça que chuvas constantes não dissolveram.


Ou talvez tudo não passe da mesma merda de sempre mesmo.


Nisso tudo o dificil não é parecer moderno, mas se manter autêntico...


* Zabomba


sexta-feira, 2 de maio de 2008

Fabuloso Feriado

Resumo do feriado até o momento:

Tédio,
Tédio..

Tédio.

Tédi.....o,

Téd...

Tété....,

T.

.


Brilhante não?!

sábado, 26 de abril de 2008

Liricando .


O engano do Humano

O humano é o engano do humano
E é o mano que engana o outro mano
O humano é o engano do engano
Tutano no osso, miolo no crânio
Berro no bolso, bala no cano
Carne no aço, sangue no pano
Planta o caroço humano no mano
Nada de osso, miolo no crânio
Nada no bolso, bala no cano
Nada no aço, sangue no pano
Planta o caroço humano o mano.


Composição: Arnaldo Antunes / Antônio Risério / Ortinho.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Sinceridade fora de moda.

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Ontem resolvi me preparar para dizer certas coisas sabendo que o conseqüente "fale o que quiser e ouça o que não quer" provavelmente me seria oferecido.

Como bom virginiano - não, eu não acredito em horóscopo - me preparei para o momento certo e planejei os atos devidamente para não soar egocêntrico e chato como não queria ser.

Pois bem, passa o fim de semana, as horas do feriado e quase no barulho do gongo eis que de supetão surge a brecha necessária para a tal da sinceridade fora de moda se apresentar.

Palavras sem jeito e em uma velocidade monstruosa foi o que consegui de melhor.

A reação passou longe do que esperava.Houve sinceridade também, mas longe do impacto que cheguei a temer.

O fim do dia me fez querer mais situações como aquela, ouvir mais do que falar, mas falar tudo sempre que possível, pois a sensação de colher coisas boas e ruins vindas do que se plantou é mais estimulante que o julgamento em silêncio.



Continua...

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Provérbio Semanal.




"Disléxicos são tessoas pambém"



quinta-feira, 17 de abril de 2008

Canto da Poeusia Anônima

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Dou o primeiro ,
O segundo,
O terceiro passo...

Não passo disso.


www.naodaideia.blogspot.com

domingo, 13 de abril de 2008

Vídeos Buia !

Quem não gosta disso bom sujeito não é.




video


E sem exceções!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Virtuosismo decadente.



Conte comigo quantos amigos virtuais você possui.
Valem apenas os nunca vistos antes,mas que contam com boa dose de sua simpatia.
Nessa contagem subtraímos os que se escondem em lugares mais remotos como outros estados ou países.
Para complicar um pouco mais essa equação contemos apenas os relevantes, aqueles com os quais você faz questão de puxar qualquer assunto e façam falta quando não aparecem em seus logins rotineiros.

Bem, fiz minhas contas e percebi que minguaram e muito.Quase singulares literalmente falando.

Ou já tive a possibilidade de me apresentar pessoalmente ou simplesmente sumiram com o desinteresse constante do tempo.

Pessoas cada vez mais buscam inflar seus egos em flertes virtuais , quase todos fazem questão de manter uma distância real.
Oká, seria hipocrisia afirmar que não integrava esse time tempos atrás, mas hoje realmente é algo que não me apetece mais.
Pessoas reais no mundo virtual é meu lema faz um bom tempo.

Não consigo não ver proximidade nas palavras tecladas e nos emoticons repetidos.

Ui.



Na Radiola -> Cramps -> Garbage man.

Viver de uma vez o choque de realidades não é lá muito prazeroso.
Independente da situação tudo é exponencialmente mais assustador quando não se está preparado para contrastes tão vibrantes.


Ê Brasilzão poliétnico, poliglota, poliférti e polarizado!


Estranho ver carnês amontoados lembrando da cor do carro que não agrada, da marca que saiu da moda e que não será mais comprada - e provavelmente nem mais usada -.

É de atravessar o samba quebrando o barraco!

Os ensinamentos pré adolescentes e a vivência JunkieAnárquica de tempos não tão remotos estavam com a razão.

As zonas autonômas temporárias que o digam...



http://pt.wikipedia.org/wiki/Temporary_Autonomous_Zone

segunda-feira, 7 de abril de 2008



Percepção:
do Lat. perceptione

acto ou efeito de perceber;
combinação dos sentidos no reconhecimento de um objecto;
recepção de um estímulo;
E quem é que hoje percebe os detalhes das coisas?!
Todo dia caí nas malhas finas dos tons de cinza.
E eu que não tenho lá muita capacidade de concentração ou força de vontade para distinguir certos comportamentos fico nessa da tal da vista grossa.

Mas o que fazer?

Será que uma musiquinha resolve?

Um cházinho de boldo pra azia constante...

Que nada!
Quer um conselho?
Entra no banheiro,fecha bem a porta, tampa o basculante e liga o gás.


Na Radiola -> Juca - Chico Holandês.


sábado, 5 de abril de 2008

Acordar com a sensação de fim do dia é o café da manhã mais indigesto que se pode provar.

Céu nublado, vento gelado e a preguiça que congela são sempre percebidos assim que o pé esquerdo sente o piso frio.

Toda essa turma de cima sem pestanejar convidam o mau humor, um ranço e uma mini deprê que te fazem desejar muito mais a cama e não sentir o tempo lá fora .

Acidez é o substantivo do dia.

E você já frustou um sonho hoje?

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Canto da Poeusia Anônima.



Subjetivo

Tempo passado
Um ponto a mais no infinito
Motivos para o belo
Razões para o feio.
Escândalos persistentes
Tudo muda, mas tudo é igual
Se subjetivo fosse falar da dor e da perda estaria aqui a descrever.
Mas tudo é igual.
Amor correspondido ou não.
Frio de hoje com o sol do amanhã.
O riso e o choro fácil
O elogio e o escárnio
Mãe, filho, pai.
Marido...
Tudo vira prazo, meta ou juízo.
Sua fórmula de ser feliz eu rasgo.
Mas não engasgo com a necessidade de sorrir
Durmo pouco, mas bem...
Eis o único subjetivismo que de fato me convém.



www.naodaideia.blogspot.com

Quem sou eu?


Me definir como alguém suburbano é contrariar a velha máxima que diz que ninguém deve ser simplesmente classificado.

O indie megalomaníaco, o rude mais fingido, a menina orgulhosa, o tesão & o amor...

Nada se dissolve em apenas uma palavra e ninguém se ajeita em poucas letras.

Mas se me fosse permitida apenas uma palavra para diminuir o que sou me aconchegaria no já malfadado verbete: Suburbano.

Pois não me lembro de nada em minha vida que fugisse desse padrão e hoje posso dizer que se trata de um modo de vida e que a partir de tal se torna optativo também.

E eu escolho por isso mesmo, sem receio de parecer tolo ou de soar estranho aos que nao tem a proximidade necessária com tudo isso.

Dispenso as roupas de marca, a ode ao cada um por si e Deu$ por todos nessa inevitável busca.

É como dizia o verso:

O que hoje já nao existe,
Flutuando entre os segregados e os afilhados da elite !


Desculpem o grito juvenil regado aos cd´s de antigamente.
E o momento estrelinha (Mano Brown? Axl Rose? Amaury Junior?)também.





Na radiola -> Mautner e a música abaixo.

Liricando.

Quero ser locomotiva.

Eu quero ser como a locomotiva

Para atropelar você
Fazendo tchuc, tchuc, tchuc, tchuc, tchuc, tchuc... tchiuí
Por todos os campos, em todos os cantos
Vendo as flores a nascer

Eu quero ser como um gato do mato
Que vive só miando
Fazendo miau, miau, miau, miau, miau...
Chorando acordado, chorando dormindo
Chorando cantando

Eu quero ser como um triste vampiro
Voando pela cidade
Fazendo vum, vum, vum, vum, vum, vum, vum, vum...
Com minha capa sombria, com a mente tão fria
Atrás da felicidade

Eu quero ser como a serpente da água
Que vive só na mágoa
Fazendo pisss, pisss, pisss, pisss, pisss, pisss, pisss...
Comendo a uva, bebendo a chuva
Que do céu deságua

Eu quero ser como um telefone de plástico
Pra ligar só pra você
Fazendo trrrim, trrrim, trrrim, trrrim, trrrim, trrrim...
Alô, alô, quem fala? É o meu grande amor?
Vou saindo pra te ver

Eu quero ser como uma tv colorida
Pra mostrar todas as cores
Fazendo miummm, miummm, miummm, miummm...
Num programa de beijos, de loucos desejos
E de loucos amores

Eu quero ser como um chiclé de bola
Pra estourar na sua boca
Fazendo ploft, ploft, ploft, ploft, ploft, ploft...
Vivendo contente, grudando no seu dente
Ai, que coisa mais louca

Eu quero ser como um carro de praça
Levando a multidão
Fazendo fón, fón, fón, fón, fón, fón... rrrrrrr... fón, fón...
Com o corpo cansado, com o breque quebrado
Na avenida São João

Eu quero ser como um riso de amor
Na boca de um anjo
Fazendo hã, hã, hã, hã, hã, hã, hã, hã, hã...
Em cimas das nuvens, ao lado de Deus
Tocando o meu banjo

Jorge Mautner.

Stalobaloba!


Tá bem, a frase dita na famosa música de bons tempos atrás não é tão rica e preciosa em sua grafia.

Um chato e presunçoso Mr. Lover lover é quem de fato figura na letra do cantor...

Mas por quase toda a infância a palavra repetida com todo empenho e empolgação em diversas situações era essa.

Irônica, simpática, blasé, quase indie...


Stalobaloba para todos.